4.09.2012

gostava que visses nos olhos por quem passas todos os dias, o que a boca se recusa a prenunciar. gostava que eles te contassem, sem palavras, as infinitas saudades que me vão no coração. nove meses se passaram. e, agora que, dou por mim a pensar nos abraços guardados, nas lágrimas contidas, nos sorrisos disfarçados, nos olhares desviados e nas conversas inexistentes é que me apercebo que nove meses se foram. se soubesses a falta que me fazes. sempre me recusei a pensar no nosso fim porque nunca o imaginei possível, e mesmo depois de tanto tempo ainda não aceitei que nós já não somos o que éramos. já não somos melhores amigas. que tu, tens alguém a ocupar o meu lugar. agora, penso que já seja tarde de mais para lutar. queria-te de volta mas os lábios permanecem fechados de orgulho.
só queria puder voltar a abraçar-te.

12.29.2011


consegui o que queria, consegui ficar, mas porque raio me sinto tão vazia? estou cá, mas no entanto, sinto-me distante na mesma e por vezes, quase sempre, arrependo-me profundamente da minha decisão. mas porquê se era o que eu mais queria? os meus dias deprimentes cada vez se tornam mais constantes e longos, fujo de casa para me abstrair disso mas já pouca vezes resulta. fica difícil esconder como estou, porque não tenho vontade de fazer seja o que for. torna-se um sacrifício levantar-me da cama e encarar mais um dia, a sorrir, para evitar perguntas ás quais não quero responder. levanto-me a querer que o dia acabe para puder voltar a fechar os olhos, e fugir durante umas horas a tudo. valeu mesmo a pena, catarina?

ps:
mil desculpas por não responder aos comentários mas onde estou, não tenho net.

8.11.2011

o tempo é precioso. se não o aproveitarmos, ele passa por nós sem o vermos porque nós temos tempo mas o tempo nunca será nosso. e eu, sentei-me demasiado tempo à espera que o tempo desenhasse sozinho o meu destino. dois meses, como passa rápido. ainda ontem cheguei e já vou ter que partir novamente. estou cansada destas partidas. pude resolver isto porque tive oportunidade mas não a agarrei, deixei-a fugir. a esperança já morreu mas finjo que ainda a tenho. tenho outra vez os dias contados e contá-los está a dar cabo de mim. não sei quanto mais tempo aguento esta distância.
o tempo é precioso e eu não o aproveitei.